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09 fev

O Brasil está iniciando uma Revolução Agrícola

Com o intuito de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030, o Brasil lançou um plano ambicioso para a agricultura “de baixo carbono”.

E, como funciona o plano?

Hoje milhares de brasileiros já estão usando a técnica alternando entre a criação de gado durante a estação seca e as leguminosas crescentes no verão. Tudo em um terreno onde o eucalipto também foi plantado, o que gerará renda a partir do corte. As árvores enriquecem a terra, captam as emissões de gases emitidos pelo gado e oferecem áreas sombreadas. A matéria orgânica do gado é usada para alimentar o solo e reter nutrientes no solo.

No Brasil, esta técnica de integração da Cultura-Pecuária-Floresta (ILPF) foi desenvolvida em 2005 pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Agrícola (Embrapa) e já foi aplicada em 11,5 milhões de hectares em uma década, impulsionada principalmente pela adoção em 2009 de o plano de “agricultura de baixo carbono” (plano ABC).

Brasil é campeão de agricultura intensiva e monocultura 

Diante dos primeiros efeitos das mudanças climáticas – aumento da aridez no Nordeste, precipitação intensa – o governo, em parceria com a Embrapa, mudou sua estratégia: “Após a intensificação da produtividade dos anos 1990-2000, focamos a integração produtiva hoje “, diz o pesquisador Celso Manzatto, gerente técnico da plataforma de monitoramento do Plano ABC, que oferece apoio aos agricultores. O objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa em quase 300 milhões de toneladas de equivalente de CO2 até 2030, ou quase 13% das emissões totais do Brasil em 2016.

Recuperação de pastagens degradadas, aumento da produtividade da terra, reflorestamento, tratamento de resíduos animais, expansão do sistema ILPF, entre outras. Todas essas técnicas de baixo teor de carbono serão aplicadas antes de 2030 em 55,5 milhões de hectares de terras agrícolas no Brasil. “É um grande esforço”, diz o pesquisador da Embrapa, “e um verdadeiro ponto de inflexão para a agricultura sustentável”.

Embora os resultados sejam encorajadores, ele acrescenta, existem lacunas no programa. Dos 5,3 bilhões de euros desbloqueados para o plano ABC de 2010 a 2016, apenas US $ 3,6 bilhões (Euros) foram realmente utilizados, porque as taxas de juros não eram atraentes, e as formalidades burocráticas tornaram-se desencorajadoras. 

Além disso, nenhum corpo de controle pode medir com precisão os efeitos reais do plano. “Esperamos colocar uma estrutura efetiva no próximo ano”, promete Celso Manzatto. Enquanto isso, o Brasil permanece longe de seus objetivos. Em 2016, as emissões de gases com efeito de estufa aumentaram 12,6%. Principalmente por causa do setor agrícola.

Fonte (infonoticia.com, LikedIn)

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